A Certeza Cega

Estamos todos certos
Sempre certos
Não há verdade
Que possa nos ferir

Somos o besouro verde
Enfrentando as formigas
Que, apesar de unidas,
Só me fazem rir

Percebo que estou cercado
Será que estou errado?
A certeza cega o sábio
Acho que dessa vez me dei mal

Sou o cadáver do besouro
Agora só sobrou o couro
Da soberba que se achava tal

Mas não ficou para ver o final.

(Anderson Shon, Um Poeta Crônico.)
www.facebook.com/umpoetacronico 

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