Frio

Sei que às vezes
O frio ri da minha cara
Sempre vem na hora mais ingrata
Quando o meu cobertor
Não é mais os seus braços

O frio me prega uma peça
Me faz lembrar de você
Quando já quero esquecer
Pois na minha cabeça seus beijos
Voltam à tona para me aquecer

O frio
Deixa meu coração frio
Gélido, solitário, arredio
Não aceita ajuda
Cada pensamento é um arrepio
O medo deve vento sempre soprar
E você distante
Não irá me esquentar

Tenho medo de morrer vazio

Sozinho, nesse frio.

(Anderson Shon, Um Poeta Crônico.)
www.facebook.com/umpoetacronico 

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