Gente
Quando
não somos intelígiveis
É porque não somos inteligentes
É mais ou menos como
Não entender a piada
E mesmo assim mostrar os dentes
É porque não somos inteligentes
É mais ou menos como
Não entender a piada
E mesmo assim mostrar os dentes
Quando
não somos intelígiveis
É porque nos recusamos a pensar
Debatemos besteiróis enlatados
Rimos da Luiza e do Canadá
É porque nos recusamos a pensar
Debatemos besteiróis enlatados
Rimos da Luiza e do Canadá
Se
não somos inteligentes
É porque gritamos e não temos voz
Somos como o idiota inglês
“Se é idiota é bem menos que nós”
É porque gritamos e não temos voz
Somos como o idiota inglês
“Se é idiota é bem menos que nós”
Quando não somos intelígiveis
Somos banguelas num país de banguelas
Pulamos da ponte com a Maria
Vivemos à noite
Dormimos o dia
Se
não somos inteligentes
Não podemos apontar o dedo
Não podemos apontar o dedo
Quando não somos intelígiveis
A “pró” retira o recreio
Quando não somos intelígiveis
É porque não somos inteligentes
Não somos inteligente
Não somos “teligente”
Não somos gente.
(Anderson Shon, Um Poeta Crônico.)
www.facebook.com/umpoetacronico
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