Máquina Perdida
Na era das máquinas perdidas
Tudo que tiver ferro
Vai ter o coração apertado
Pelas difíceis despedidas
A fala é dura e sincera
E serve para desatar o links
Que construíram o nó
Da antiga era
Antes da guerra civil
As pessoas procuravam demais
Por fotos e pertences
Que já não pertenciam mais
Minha visão está turva de dor
As lágrimas de sangue
Cegam o que há de bonito
Cortando o aroma e o sabor
Os filmes esqueceram a fórmula
E agora são um amontoado de frames
Sem sentido, sem sorrisos
Sem segundo, sem minuto e sem hora
As nuvens estão nas calçadas
Impedindo o homem de trafegar
De sonhar com suas formas
Que agora insistem em não mudar
Por que tanto pessimismo?
Olhe para o dia...
É melhor ficar no quarto
Assista a previsão do tempo
Pergunte se hoje irá chover
E conte cada pingo
Um por um
Eles vão te levar do mais puro nada
Ao devastador lugar nenhum.
(Anderson Shon, Um Poeta Crônico.)
www.facebook.com/umpoetacronico
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