O Suco Que Não Vou Beber

Ando tão pessimista
Que apelidei minha vida
Agora a chamo
De “suco que não vou beber”

É que ela anda meio amarga
Não se parecendo com nada
E no fim é a junção inexata
Entre o que eu não fiz
E o que eu preciso aprender

Por mais que eu a misture
Não há nada que mude
Sua polpa não é valiosa

Acho que vou por um pouco de leite
E, no copo, algum enfeite
Que a deixe mais atrativa

Por favor, garçom
Traga mais um gole da minha vida


(Anderson Shon, Um Poeta Crônico)
www.facebook.com/umpoetacronico

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