Olhar Gigante
Aqui de cima, Sr. Humano
As cabeças são fichinhas
Prédio grande é fina linha
Aranha-céu nem faz cosquinha
No meu castelo há modéstia
Poucos lugares, não a encontro
Daqui de cima vejo e conto
A falta dela no meu eu
Sr. Humano, olhe bem
Sua grandeza não convém
Com a grandeza que é grande
Não pelo tamanho
Tamanho todo mundo tem
Mas pelo engano
Natural do humano
Que se sente dono do que não é
Daqui de cima
Tudo parece menor
Seu dinheiro
Suas finanças
Seu império
Daqui de cima
Dou risadas longas
Para o que você acha sério
Daqui consigo entender o valor
Entre o errado e o certo
Coisa que vocês não conseguem
Pois são pequenos de longe
E minúsculos de perto.
As cabeças são fichinhas
Prédio grande é fina linha
Aranha-céu nem faz cosquinha
No meu castelo há modéstia
Poucos lugares, não a encontro
Daqui de cima vejo e conto
A falta dela no meu eu
Sr. Humano, olhe bem
Sua grandeza não convém
Com a grandeza que é grande
Não pelo tamanho
Tamanho todo mundo tem
Mas pelo engano
Natural do humano
Que se sente dono do que não é
Daqui de cima
Tudo parece menor
Seu dinheiro
Suas finanças
Seu império
Daqui de cima
Dou risadas longas
Para o que você acha sério
Daqui consigo entender o valor
Entre o errado e o certo
Coisa que vocês não conseguem
Pois são pequenos de longe
E minúsculos de perto.
(Anderson Shon, Um Poeta Crônico.)
www.facebook.com/umpoetacronico
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