Um Monstro

É muito choro, blablabla e balela
E o bate-boca sempre nasce dela
Perturbando a ordem final
Atribuindo o papel de mal

Mas o vilão é o anti-herói
Nesse quadrinho ele não destrói
Os objetivos do mocinho
Pois ele é burro
E sabe fazer isso sozinho

Talvez um monstro incompreendido
Como é monstro se ele tem amigos?
A sua sala sempre está lotada
De apelidos, bobas gargalhadas
E ela de longe nunca entende
Um monstro
Assim que ele se sente

E o papel atribuído ao mal
É quem está mais feliz no final
O seu sorriso traz o seguidores
E ela puta! rosna dos horrores

Esse horror que ninguém mais vê
Mas dentro dela ainda vai nascer
Aquela velha flor da paz
E nunca mais
Anularemos seu sinal de mais

É mesmo um monstro incompreendido
Com garras grandes
E um amarelado sorriso
O coração parece não bater
Mas chegue perto e poderá ver
Que as garras são em forma de carinho
Que o coração é tal qual um mezanino
E toma a forma que você quiser
Esse é o monstro

É o tal monstro que ele é.

(Anderson Shon, Um Poeta Crônico.)
www.facebook.com/umpoetacronico 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mrs. Futuro

Fugindo

Cinco Crianças