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Mostrando postagens de maio, 2017

...e mundo

Sujos e renegados Sujos e pestilentos Assim eu os vejo Sempre sujos Moscas, grilos Percevejos Renegados e excluídos Uma dor para os ouvidos Ouvidos que pararam de ouvir Sujos e surdos Também não sabem falar Quem não tem argumento É meio mudo Quem não conquista o respeito Só tem meio mundo Mundo sujo Sujo e renegado Sujo e pestilento. (Anderson Shon, Um Poeta Crônico.) www.facebook.com/umpoetacronico 

Fugindo

Acordei de um sono frio Tomei um banho rápido Comi algo duro Sob olhares indiferentes Senti que o dia não seria dos melhores Era a dança dos ausentes As pessoas cantarolavam tristes Era o prelúdio do carnaval Mas ali havia algo de natal Normal Às vezes se chora no fim Aqui é assim Ou não Também já acordei de um sono rápido Tomei um banho frio Comi algo indiferente Sob olhares duros Senti que o dia não era dos mais tristes Era a dança dos melhores As pessoas cantarolavam o carnaval Era o prelúdio triste Mas ali havia algo de normal Natal Às vezes não se chora Aqui é o fim Ou assim Todavia  Já acordei de um sono indiferente Tomei um banho duro Comi algo rápido Sob olhares frios Senti que o dia não seria de carnaval Era a dança do tristes As pessoas cantarolavam ausentes Era o prelúdio do fim Mas ali havia algo de melhor Não Às vezes se chora, normal Aqui é natal Ou fim. (Anderson Shon, Um Poeta Cr...

Beijo de Despedida

- Você já vai? - Sim, pois deveria ficar? - Talvez sim, talvez não, talvez devesse me dar um beijo. - Um beijo? Não tornaria isso sério demais? - Não, não, seria somente uma despedida. - Isso é necessário? - Talvez sim, talvez não. Já percebeu que as pessoas não se despedem daquilo que não foi agradável? "Adeus, meu querido voo com turbulência" Até logo, bendito chá de boldo" - Então você quer um beijo de despedida? - Não, eu não quero um beijo de despedida, eu quero que você se despeça com um beijo. (Anderson Shon, Um Poeta Crônico.) www.facebook.com/umpoetacronico 

Um Simples Desejo

Desejo que o som suave da tua voz Nunca se transforme em barulho E que a luz que guia meus olhos Fazendo-os pararem nos teus Nunca se perca no escuro Desejo que a palma da mão Que acalanta, acalma, encanta Nunca fique recheada de espinhos E que os passos dados na mesma direção Não escolham outros caminhos Desejo que o “eu te amo” apaixonado Nunca tenha tom de arrependimento Desejo que não precises escrever uma poesia Para não pedir que nunca se esqueças Que, juntos, passamos ótimos momentos. (Anderson Shon, Um Poeta Crônico.) www.facebook.com/umpoetacronico 

Mrs. Futuro

Mrs. Futuro, Esse quarto está muito escuro Posso ligar a luz? É bom iluminar o caminho Antes que sigamos cegos Mrs. Futuro, Na gaveta há algum prego? Aquele quadro irá cair Se não fizermos nada Só será tintas manchadas Em um cenário sem referência Mrs. Futuro, Desculpe tirar sua paciência Mas se puder não vir Ninguém irá reclamar Pode ficar por aí Saboreando seu saboroso chá Mrs. Futuro, Deixe meu hoje intacto Aqui não está muito bom, exato Mas pelo que é falado O senhor é um homem rancoroso Mal humorado e chato Mrs. Futuro, Avise ao Mr. Presente E ao Mr. Passado Que algo saiu errado E que o mais sensato É cada um ficar no seu estado. (Anderson Shon, Um Poeta Crônico.) www.facebook.com/umpoetacronico 

A Menina e o Terno

Onde é que eu compro personalidade Seu moço? Pois preciso de uma dúzia para um almoço E não sei onde encontrar Meu bom trabalhador Está vendo aquela menina e seu terno? Chegue lá, bem de perto Pois personalidade não lhe falta É de uma inteligência que mata De uma simpatia que cativa a alma E a fala doce faz sonhar Peça a ela um punhado de personalidade Não deve ser mais de um real Acho que ela guarda atrás da gravata royal Melhor, acho que custa nada Só precisa trocar por uma conversa bem ensaiada E fáceis sorrisos irão brotar Mas muito cuidado! Ela tem tanta personalidade Que cria asas e pode a qualquer hora voar Eu não tenho medo, seu moço Se a menina do terno é tão perfeita assim Vou pegar meu vestido de noivo Para então poder casar. (Anderson Shon, Um Poeta Crônico.) www.facebook.com/umpoetacronico 

Abolição

E lá vai o menino branco indo pra escola Pega o ônibus e seu motorista negro Pega o troco com o cobrador negro Passa pelo porteiro negro E no quadro negro O professor negro fala sobre escravidão Comemora a abolição E diz que isso, hoje, não existe, não. (Anderson Shon, Um Poeta Crônico.) www.facebook.com/umpoetacronico 

Olhar Gigante

Aqui de cima, Sr. Humano As cabeças são fichinhas Prédio grande é fina linha Aranha-céu nem faz cosquinha No meu castelo há modéstia Poucos lugares, não a encontro Daqui de cima vejo e conto A falta dela no meu eu Sr. Humano, olhe bem Sua grandeza não convém Com a grandeza que é grande Não pelo tamanho Tamanho todo mundo tem Mas pelo engano Natural do humano Que se sente dono do que não é Daqui de cima Tudo parece menor Seu dinheiro Suas finanças Seu império Daqui de cima Dou risadas longas Para o que você acha sério Daqui consigo entender o valor Entre o errado e o certo Coisa que vocês não conseguem Pois são pequenos de longe E minúsculos de perto. (Anderson Shon, Um Poeta Crônico.) www.facebook.com/umpoetacronico 

Relógio

Meu relógio parou de funcionar Insiste em repetir a mesma hora O mesmo fato no mesmo lugar Os mesmos versos E a mesma música Não para de tocar O mesmo amor O mesmo dessabor Daquilo que já acabou E eu não quero acabar O meu relógio não parou Quem parou fui eu Quando decidi viver a vida Sem tentar arriscar. (Anderson Shon, Um Poeta Crônico.) www.facebook.com/umpoetacronico 

Máquina Perdida

Na era das máquinas perdidas Tudo que tiver ferro Vai ter o coração apertado Pelas difíceis despedidas A fala é dura e sincera E serve para desatar o links Que construíram o nó Da antiga era Antes da guerra civil As pessoas procuravam demais Por fotos e pertences Que já não pertenciam mais Minha visão está turva de dor As lágrimas de sangue Cegam o que há de bonito Cortando o aroma e o sabor Os filmes esqueceram a fórmula E agora são um amontoado de frames Sem sentido, sem sorrisos Sem segundo, sem minuto e sem hora As nuvens estão nas calçadas Impedindo o homem de trafegar De sonhar com suas formas Que agora insistem em não mudar Por que tanto pessimismo? Olhe para o dia... É melhor ficar no quarto Assista a previsão do tempo Pergunte se hoje irá chover E conte cada pingo Um por um Eles vão te levar do mais puro nada Ao devastador lugar nenhum. (Anderson Shon, Um Poeta Crônico.) www.facebook.com/...

Plutão

Não sou mais planeta Fui rebaixado Agora sou o plutão Um pobre planeta anão Que não é reconhecido Não tem o amor merecido Virou somente um amigo Mesmo sendo o “para sempre” Sendo o eterno Hoje nada mais sou Estou no final da fila E esperando eu continuo Quando poderei ser Marte Júpiter, Mercúrio ou até Saturno Mas sem os anéis Pois pelo viés Tudo continuará errado E eu permanecerei Igual ao ex-planeta gelado. (Anderson Shon, Um Poeta Crônico.) www.facebook.com/umpoetacronico 

Aqui Jaz Uma Tentativa

Só é dada uma chance de falha Não queira gastá-la É como se fosse à vida zero E que alguém lhe avisasse Que o abismo está mais perto Ao som de um fúnebre piano O dono do jogo cria a penalidade A conseqüência da falta grave E escolhe meticulosamente Qual posição deve tomar Paira a dúvida inexperiente Entre expulsá-la do jogo O adverti-la verbalmente Prefere parar de pensar e sorrir Fingir como uma hiena fêmea Que não utiliza a sua ferramenta E nem a esconde do vilão Imitando os meios midiáticos Ele arruma um impropério maior Para poder mudar o foco Fecha-se em sua caixa coronária E avisa: “Saia sem quebrar!” (Anderson Shon, Um Poeta Crônico.) www.facebook.com/umpoetacronico 

O Homem Mais Rico do Cemitério

O homem mais rico do cemitério Enxerga a morte com os olhos De quem não quer vê Não conta a vida com mais de uma mão E assisti os momentos Inveja as cores da TV Conta piadas sobre o nada E não extrai o riso Pois então sustenta uma riqueza Que não lhe faz rico E se senta à beira da sorte O homem mais rico do cemitério Entende a morte Como um herói mal Que sai da sua nave Com a espada e o manto E salva um cachorro, A velinha e o santo Se senta a beira da sorte Esperando uma mão Com a benção do anjo que voa Mas não tem solução E não vê o cometa atingir a terra. (Anderson Shon, Um Poeta Crônico.) www.facebook.com/umpoetacronico 

Não Tenha Dor no Coração

"Não tenha dor no coração", diz a placa na grama, que substitui a placa que indicava que não podíamos pisar na grama... pois então; não podemos ter dor no coração enquanto pisamos na grama ou não podemos pisar na grama e ter dor no coração. Vai ver não podemos ter dor no coração nunca e pisar na grama, às vezes. Todavia, meu coração dói, e não é porque eu quero, é porque ele dói e se ele parar de doer, é sinal que o monstro aqui dentro venceu e está perto de explodir. Porém, esse não é o grande problema, o problema é que se o monstro dentro do meu coração explodir, ele irá sair, e se ele sair, com certeza ele pisará na grama. (Anderson Shon, Um Poeta Crônico.) www.facebook.com/umpoetacronico 

Um Pouco Mais

Eu queria lembrar mais Mas eu não lembro Será que estava nervoso furioso ou desatento? Será que eu estava com raiva Ou com náusea do desalento? Queria tentar mais Mas eu não tento Sempre paro nos anos De um injusto detento Ou nas dificuldades De um novo invento Queria amar mais Mas amo menos Menos do que deveria Mais do que ajudaria A vida me disse não Me apontou como ilusão E um fim implantou Para o que chamava de amor Queria ter você Mas eu só penso. (Anderson Shon, Um Poeta Crônico.) www.facebook.com/umpoetacronico 

Hoje Não Dá

Hoje não Amanhã, quem sabe Ou deixa pra mais tarde Mas hoje não dá Não tem graça Não tem rima Não tem clima E nem o que amar Hoje, realmente, não dá Se ao menos eu quisesse reclamar Mas eu estou meio não sei E prefiro deixar pra lá Por que não foi ontem? Poderia ter sido, é verdade Mas ontem A tarde se fantasiou de noite Se escondeu no açoite E pediu pra não ir Não insista Hoje não vai Não adianta sorrir Nem rir Hoje não dá E fiquemos aqui. (Anderson Shon, Um Poeta Crônico.) www.facebook.com/umpoetacronico 

Rede Social

Já fui o papa, o homem de lata, um morador de Praga. Já comi torta de nata, já fiz serenata e hoje sou um nada. Já me vesti de camaleão, já dirigi um caminhão e hoje sou a solidão. Já tive mil amigos, mil visualizações e um milhão de “curtir”, mas hoje eu desisti. Já fui tudo e tudo estava acessível em um clique e eu cliquei para viver, viver e ver o que eu poderia ser, e eu fui, mas hoje não sou mais. Já fui tumblr, instagram, ask.me, badoo, orkut e facebook, mas hoje eu preciso que alguém me busque, pois não sei mais que eu sou. (Anderson Shon, Um Poeta Crônico.) www.facebook.com/umpoetacronico 

O Pecado da Borboleta

Sem asas, sem cor A borboleta ainda é larva E já se vê esvoaçante Mas pra chegar ao depois É preciso passar pelo antes O casulo ainda é oco Pelo passo que não foi dado Sem dado, sem dados Não quero jogar para a sorte O que liga o sul ao norte Fazendo evoluir ao descansar Quero voar Pois ainda é possível E na linha visível Já me despeço do rastejar A borboleta só peca Quando se faz de discreta E esquece de sonhar. (Anderson Shon, Um Poeta Crônico.) www.facebook.com/umpoetacronico 

O Último Rico

O Último Rico Não era bem-vindo Já estava excluído Por ser um legado De um tal passado Já pouco lembrado O Último Rico Não ouve bom dia Pois o seu reinado Antipatizado Pelo monopólio De uma riqueza Perante a tristeza O Último Rico Cansou do empírico Desceu pra angústia Viu o choro e as rugas De um povo sofrido O Último Rico Já não era o último E nem mais o rico Pois deu seu pedaço Para extinguir o descaso Dos invisíveis ao seu lado O ex-Último Rico Já não dava bom dia Pois viu que os peixes doados Estavam secando o lago Sem pensar em outros nados O Último Rico Agora era outro Comprou amizades Mulheres, inverdades E saiu da realidade O ex-Último Rico Agora arrependido Aprendeu com a vida Que a dor do altruísmo Não está no purismo De procurar a saída O Último Rico Não era bem-vindo Já estava excluído Por ser um legado De um tal passado Já muito lembrado. (Anderson Shon, Um Poeta Crônico.) www.facebook.com/umpoetacronico

O Meio

Existe algo que eu acho que tenho que fazer, mas não significa que eu tenha que fazer.  Entre o ter e o achar existe um caminho, não que ele tenha que existir, mas ele existe.  Entre o ter e o existir, também existe outro caminho, esse, de fato, existe, mas não tem, já teve, passou a não ter mais quando passou a existir.  Entre o dizer e o pensar, existe a ausência, ou de fala, ou de mente, minto, o dizer também mente, como fiz agora.  Entre o ser e o estar, existe o inglês pra confundir, pois nos diz que entre eles nada existe, você é, você tem, como se tudo corresse bem.  Entre o início e o fim, existe o meio, que nem sempre é bom, nem sempre é ruim, às vezes ele é meio, como se propõe a ser. (Anderson Shon, Um Poeta Crônico.) www.facebook.com/umpoetacronico 

Talvez Seja Mesmo Um Bom Amigo Virtual

Oi 01001001011010 Gigabytes, internet Msn só de lero-lero Ombros virtuais Lágrimas digitais Emoções sentidas E não vividas Eu te amo escritos E nunca vistos Confissões por e-mail E tudo sem um sentido claro Feições sempre imaginadas E aquela risada falsa Que sai somente da ponta dos dedos E Nunca chega à origem destinada Tc Vc Pq Para quê? (Anderson Shon, Um Poeta Crônico.) www.facebook.com/umpoetacronico 

Um Monstro

É muito choro, blablabla e balela E o bate-boca sempre nasce dela Perturbando a ordem final Atribuindo o papel de mal Mas o vilão é o anti-herói Nesse quadrinho ele não destrói Os objetivos do mocinho Pois ele é burro E sabe fazer isso sozinho Talvez um monstro incompreendido Como é monstro se ele tem amigos? A sua sala sempre está lotada De apelidos, bobas gargalhadas E ela de longe nunca entende Um monstro Assim que ele se sente E o papel atribuído ao mal É quem está mais feliz no final O seu sorriso traz o seguidores E ela puta! rosna dos horrores Esse horror que ninguém mais vê Mas dentro dela ainda vai nascer Aquela velha flor da paz E nunca mais Anularemos seu sinal de mais É mesmo um monstro incompreendido Com garras grandes E um amarelado sorriso O coração parece não bater Mas chegue perto e poderá ver Que as garras são em forma de carinho Que o coração é tal qual um mezanino E toma a forma que você qu...

Não Risque o Risco

Não é só o primeiro Ainda existe espaço pra muito mais Muito mais Insisto por que já vi esse filme Riremos de tudo isso no fim Riremos... Ainda existe espaço pra muito mais Não é só o primeiro. (Anderson Shon, Um Poeta Crônico.) www.facebook.com/umpoetacronico 

A História Não Inédita e Comum Sobre Qualquer Coisa

Esse é o João Podia ser Paulo, Roberto, Assis ou Sebastião Sua história não é muito engraçada Mas não tem nenhuma graça Em repetir os erros da televisão Seus amores caíram no ralo Seus amigos desamarram o cadarço Enquanto ele ouve a lamentação Do nipônico que é brasileiro Que sempre quis ser o primeiro Mas nunca foi mais Que um pobre descendente do Japão Sua namorada não existe Pensa com um olhar triste Sobre os carinhos que está pra receber Assiste os casais de mãos dadas Enrola a corda desatada Simulando a junção do tudo ou nada Escolhe perceber que pra ser tudo Tem que enfrentar o mundo Tirando a máscara do falso sorrir Avisou que não vai mais pra casa Vai dormir pela calçada E as esmolas vai doar para o mentor Que refez toda a caminhada Transformando sua ninhada Em animais que insistem em não sentir dor Já tentou ser o homem do ano Carregou todos os bebês Só os que faziam aniversário naquele mês Mas deixou u...

As Tristezas de Um Homem Bom

Era um bom homem triste ou um triste homem bom Já tinha identificado o seu dom; chorar Chorar pelos amores e desamores Que não iriam mais voltar Via a foto na parede E lembrava de tempos passados Lembrava do que havia passado no passado O presente estava sem a fita E com o cartão Nele um dizer triste; "desculpe, volto mais não". (Anderson Shon, Um Poeta Crônico.) www.facebook.com/umpoetacronico 

Seu Lixo Não Se Joga Sozinho

Descarte seu antigo namorado Não vale a pena viver de passado Se um dia ele serviu Não serve mais O ideal é jogá-lo no caminho Se prender é matar a liberdade Não faça isso consigo Seu livro não se joga sozinho. (Anderson Shon, Um Poeta Crônico.) www.facebook.com/umpoetacronico 

Cinco Crianças

Cinco Crianças sonhavam Uma queria ser veterinária Outra achava que no Natal Ninguém podia fazer mal A terceira sonhava com uma maquina Que nunca a fizesse parar A quarta gostava de pensar E sabia que as palavras podiam guiar Já a quinta criança Vivia a esperança de realizar Todos os sonhos sonhados E que uma vez acordado Relembrasse como era bom sonhar Cinco crianças sonhavam Enquanto um homem acordava. (Anderson Shon, Um Poeta Crônico.) www.facebook.com/umpoetacronico 

Frio

Sei que às vezes O frio ri da minha cara Sempre vem na hora mais ingrata Quando o meu cobertor Não é mais os seus braços O frio me prega uma peça Me faz lembrar de você Quando já quero esquecer Pois na minha cabeça seus beijos Voltam à tona para me aquecer O frio Deixa meu coração frio Gélido, solitário, arredio Não aceita ajuda Cada pensamento é um arrepio O medo deve vento sempre soprar E você distante Não irá me esquentar Tenho medo de morrer vazio Sozinho, nesse frio. (Anderson Shon, Um Poeta Crônico.) www.facebook.com/umpoetacronico 

Seu Nome em Minha Cabeça

Ainda não sei falar Mas não me furto de pensar Talvez jamais esqueça O seu nome em minha cabeça Que estranho, nome igual eu nunca vi Pode ser do Japão, da Suécia, ou do Haiti Mas não há nada que aconteça Que tire o seu nome da minha cabeça Se escrevesse com que consoante? E por que esse som tão dissonante? Não acho que seja um nome que você mereça Mas é o nome que não sai da minha cabeça Quem teu deu? Sua mãe ou seu pai? E no colégio, os alunos te deixavam em paz? É... acho que deve ser o nome de alguma princesa A princesa que não sai da minha cabeça E se um dia tivermos um filho Escolheremos outro, tudo bem? Se for mulher, poderia se chamar Barbie Se for homem, não ligo, pode ser Ken Se não for, continuará sendo sempre Pois existem relações que já nascem diferentes Tipo eu... Tipo você... E o seu nome que não sai da minha mente. (Anderson Shon, Um Poeta Crônico.) www.facebook.com/umpoetacronico 

Doce Caminho

Encontrei um doce no caminho Doce caminho Era você Doce carinho Que acalma a alma Que adoça e cala As vozes que afirmam A exatidão do vazio "Não morrerei sozinho" Gritei ao fim do caminho Ouvindo o eco contente Com as mãos dadas E a boca sorridente De quem fez do futuro O presente Um presente Encontrei um doce no caminho Doce caminho Era você. (Anderson Shon, Um Poeta Crônico.) www.facebook.com/umpoetacronico